Bonnin, E., Clavurier, K., Daniel, S., Kauppinen, S., Mikkelsen, J.D.M., Thibault, J.-F.
"Pectin acetylesterases from Aspergillus are able to deacetylate homogalacturonan as well as rhamnogalacturonan"
Carbohydrate Polymers. Article in Press. (2008)

Resumo
Purificou-se uma acetil esterase de Aspergillus aculeatus com base em sua capacidade de desacetilar a homogalacturonana. Preparou-se e usou-se uma série de substratos bem caracterizados para investigação de sua especificidade, inclusive pectina com vários graus de metilação e acetilação, domínios pécticos com várias estruturas e oligômeros. Ela foi então comparada a uma ramnogalacturonana acetil esterase anteriormente isolada do mesmo fungo. Ambas as enzimas revelaram-se ativas diante de diversas pectinas acetiladas e capazes de liberar grupos de acetil de homogalacturonana acetilada, oligogalacturonatos e ramnogalacturonana em diferentes medidas. Concluiu-se, portanto, que embora as duas enzimas diferissem em eficiência, ambas são pectina acetil esterases capazes de atuar tanto nas regiões "lisas" quanto nas regiões "peludas" da pectina. © 2008 Elsevier Ltd. Todos os direitos reservados.

 

Wang, B., Wu, W., Liu, X.
"Purification and characterization of a neutral serine protease with nematicidal activity from Hirsutella rhossiliensis"
Mycopathologia, 163 (3), pp. 169-176. (2007)

Resumo
A serina protease desempenha um papel importante na infecção fúngica de hospedeiros invertebrados. Detectou-se uma protease (Hnsp) extracelular em cultura líquida de Hirsutella rhossiliensis OWVT-1 com nemátodos (Panagrellus redivivus) como única fonte de nitrogênio. Ela foi purificada até a homogeneidade por precipitação com sulfato de amônia, cromatografia por troca de ânions e gel-filtração. Sua massa molecular era de cerca de 32 kDa, e o valor do pH e da temperatura para resposta ótima foram pH 7 e 40 °C, respectivamente. A atividade da Hnsp ficou estável em pH 6–8 e diminuiu radicalmente a 50 °C durante 10 minutos. A Hnsp mostrou-se extremamente sensível ao inibidor de fenilmetilsulfonil fluoreto (PMSF) e decompôs bem o substrato N-succinil-Ala-Ala-Pro-Phe-p-nitroanilida, o que sugere que ela pertence à quimotripsina/subtilisina das serina proteases. A sequência N-terminal de aminoácidos da Hnsp era SVTDQQGADCGLARISHRE, o que demonstrou alta homologia com outras serina proteases de fungos nematófagos. A capacidade de matar nemátodos e degradar sua cutícula in vitro indicou que a Hnsp poderia estar envolvida na infecção de nemátodos. © 2007 Springer.

 

Langston, J., Blinkovsky, A., Byun, T., Terribilini, M., Ransbarger, D., Xu, F.
"Substrate specificity of Streptomyces transglutaminases"
Applied Biochemistry and Biotechnology, 136 (3), pp. 291-308. (2007)

Resumo
A transglutaminase (TGase) é uma enzima multifuncional indispensável a muitos processos fisiológicos, como diferenciação celular, regeneração de tecidos e patogenicidade de plantas. A função de transferência de acilas da enzima pode ativar aminas primárias e, consequentemente, anexá-las a uma peptidil glutamina, reação importante para diversos processos in vivo e in vitro de reticulação e modificação de proteínas. Para melhor entender a relação estrutura-função da enzima e desenvolvê-la o suficiente para que se torne um biocatalisador industrial, nós estudamos a TGase secretada por várias espécies de Streptomyces e por Phytophthora cactorum. Purificamos a enzima de S. lydicus, S. platensis, S. nigrescens, S. cinnamoneus e S. hachijoensis. Determinamos os perfis de pH e temperatura das TGases de S. lydicus, S. platensis e S. nigrescens. Caracterizamos a especificidade da TGase de S. lydicus diante de substratos de amina que aceitam acilas. A correlação das características eletrônicas e estéricas dos substratos com sua reatividade deu respaldo ao mecanismo anteriormente proposto para a TGase de Streptomyces mobaraensis. Copyright © 2007 by Humana Press Inc. Todos os direitos reservados.

 

Sørensen, H.R., Jørgensen, C.T., Hansen, C.H., Jørgensen, C.I., Pedersen, S., Meyer, A.S.
"A novel GH43 α-L-arabinofuranosidase from Humicola insolens: Mode of action and synergy with GH51 α-L-arabinofuranosidases on wheat arabinoxylan"
Applied Microbiology and Biotechnology, 73 (4), pp. 850-861. (2006)

Resumo
Uma nova α-l-arabinofuranosidase (α-AraF) pertencente à família 43 das glicosídeo hidrolases (GH) foi clonada de Humicola insolens e expressa em Aspergillus oryzae. A análise de 1H-NMR revelou que a nova enzima GH43 hidrolisava seletivamente os resíduos de (1→3)-α-l-arabinofuranosil de resíduos duplamente substituídos de xilopiranosil em arabinoxilano e em oligossacarídeos derivados de arabinoxilano. A atividade ideal da enzima clonada verificou-se em pH 6,7 e a 53 °C. Duas outras novas α-l-arabinofuranosidases (α-AraFs), ambas pertencentes à família 51 das GH, foram clonadas de H. insolens e do basidiomiceto da podridão branca Meripilus giganteus. Ambas as enzimas GH51 catalisaram a remoção de resíduos de (1→2) e (1→3)--α-l-arabinofuranosil de xilopiranosilas individualmente substituídas em arabinoxilano; os ganhos mais altos de arabinose foram obtidos com a enzima de M. giganteus. As combinações (50:50) da α-AraF da GH43 de H. insolens e das α-AraFs da GH51 de M. giganteus ou H. insolens promoveram um aumento sinérgico da liberação da arabinose do arabinoxilano de trigo solúvel em água em reações prolongadas em pH 6 e a 40 °C. Essa interação sinérgica entre as α-AraFs da GH43 e da GH51 evidenciou-se também quando a α-AraF da GH43 de Bifidobacterium sp. foi suplementada em conjunto com qualquer das enzimas da GH51. Presumivelmente, esse efeito sinérgico se deve ao fato de as α-AraFs da GH51 poderem catalisar a remoção da única (1→2)-α-l- arabinofuranose obtida após a enzima GH43 ter catalisado a remoção dos resíduos de (1→3)-α-l-arabinofuranosil das xilopiranosilas duplamente substituídas do arabinoxilano de trigo. © 2006 Springer-Verlag.

 

Rasmussen, L.E., Sørensen, H.R., Vind, J., Viksø-Nielsen, A.
"Mode of action and properties of the β-xylosidases from Talaromyces emersonii and Trichoderma reesei"
Biotechnology and Bioengineering, 94 (5), pp. 869-876. (2006)

Resumo
A hidrólise enzimática do arabinoxilano é um pré-requisito importante para a utilização de hemicelulose na fermentação de etanol ou para a fabricação do adoçante de baixa caloria xilitol por hidrogenação catalítica da xilose gerada. Este estudo enfoca a clonagem e a caracterização de duas β-xilosidases industriais relevantes (1,4-β-D-xilano xiloidrolase, EC 3.2.1.37) de Talaromyces emersonii (βXTE) e Trichoderma reesei (βXTR), bem como sua comparação em relação à hidrólise da hemicelulose com uso de um substrato industrial relevante. Ambas as β-xilosidases foram expressas em A. oryzae e subsequentemente purificadas. Durante a hidrólise enzimática da xilobiose, verificou-se que o produto da reação de ambas as enzimas foi a β-D-xilose, o que prova que a hidrólise se processa por meio de um mecanismo de retenção de reação. Com base nas semelhanças de sequência e na participação na família das glicosil hidrolases, prevê-se que os resíduos do sítio ativo de βXTE e βXTR sejam Asp 242 e Glu 441, e Asp 264 e Glu 464, respectivamente. O envolvimento na catálise dessas carboxilas foi examinado por modificação, tendo o uso do procedimento carbodiimida-nucleófilo promovido a completa inativação de ambas as enzimas. O grau de liberação de xilose de vinhaça, um subproduto da fermentação do etanol, da βXTE e da βXTR foi de 12,1% e 7,7%, respectivamente. O uso das β-xilosidases em conjunto com o produto de multicomponentes enzimáticos Ultraflo L obteve liberação de xilose da ordem de 41,9% e 40,8%, respectivamente. Isso indica um forte efeito sinérgico entre as exo-β-xilosidases e as endo-1,4-β-xilanases com α-L-arabinofuranosidase do Ultraflo L. Aparentemente, não há diferenças mensuráveis entre as duas β-xilosidases quando usadas nesta aplicação específica, a despeito das diferenças de atividade específica e propriedades cinéticas. © 2006 Wiley Periodicals, Inc.

 

Thiemann, V., Saake, B., Vollstedt, A., Schäfer, T., Puls, J., Bertoldo, C., Freudl, R., Antranikian, G.
"Heterologous expression and characterization of a novel branching enzyme from the thermoalkaliphilic anaerobic bacterium Anaerobranca gottschalkii"
Applied Microbiology and Biotechnology, 72 (1), pp. 60-71. (2006)

Resumo
O gene que codifica a enzima ramificadora (BE, na sigla em inglês) da bactéria anaeróbica termoalcalifílica Anaerobranca gottschalkii foi fundida a uma sequência de sinalização dependente da via secretora de uma proteína de translocação de uma dupla arginina de Escherichia coli e expressa em Staphylococcus carnosus. A BE secretada foi purificada com interação hidrófoba e cromatografia de gel-filtração. A enzima monomérica (72 kDa) mostra atividade máxima a 50 °C e pH 7,0. Com amilose, a BE exibe alta transglicosilação e atividade hidrolítica extremamente baixa. Analisou-se a conversão de amilose e dextrinas lineares por meio da aplicação de cromatografia por troca de ânions de alto desempenho e cromatografia quantitativa por exclusão de tamanho. A amilose (104–4×107 g/mol) foi convertida, na maior parte, em produtos de massa molecular de 10 4–4×105 g/mol, o que indica a possibilidade de aplicação da enzima à produção de amido ou dextrinas com distribuições estreitas de massa molecular. A maioria dos oligossacarídeos transferidos, determinados após a hidrólise enzimática das ligações α-1,6 recém-sintetizadas, variou entre 103 e 104 g/mol, o que corresponde a um grau de polimerização (GP) de 6-60. O comprimento mínimo da cadeia do doador é GP 16. Além disso, os resultados obtidos respaldam as hipóteses de um mecanismo aleatório de endoclivagem da BE e a ocorrência de ramificações intercadeias. © Springer-Verlag 2006.

 

Langston, J., Sheehy, N., Xu, F.
"Substrate specificity of Aspergillus oryzae family 3 β-glucosidase"
Biochimica et Biophysica Acta - Proteins and Proteomics, 1764 (5), pp. 972-978. (2006)

Resumo
Entre as hidrolases de glicosídeos, a β-glicosidase desempenha um papel singular em muitos processos físiológicos e biocatalíticos que envolvem a ligação β-O-glicosídica de diversos glicosídeos ou sacarídeos oligoméricos. Do ponto de vista estrutural, a enzima pode ser agrupada entre as famílias 1 e 3 das glicosídeo hidrolases. Embora o mecanismo básico ("retenção, duplo deslocamento") da catálise da β-glicosidase da família 3 tenha sido estabelecido, a compreensão da sua relação estrutura-função (particularmente a especificidade de substrato, que tem muito interesse para o desenvolvimento da enzima como biocatalisador versátil) permanece limitada. Para melhor sondar o sítio ativo, conduzimos o estudo comparativo de uma β-glucosidase da família 3 de Aspergillus oryzae com substratos e inibidores competitivos de diferentes estruturas, no intuito de avaliar as interações químicas e espaciais específicas do sítio entre um substrato de piranosilas e a enzima. Nossos resultados mostraram que a enzima tem um rigoroso requisito estereoquímico (abranger a β-d-glicopiranose) para seu subsítio "- 1" ativo, ao contrário de sua contrapartida da família 1. © 2006 Elsevier B. V. Todos os direitos reservados.

 

Viksø-Nielsen, A., Andersen, C., Hoff, T., Pedersen, S.
"Development of new α-amylases for raw starch hydrolysis"
Biocatalysis and Biotransformation, 24 (1-2), pp. 121-127. (2006)

Resumo
Este artigo descreve a descoberta de uma nova α-amilase de 4 domínios de Anoxybacillus contaminans, que hidrolisa com muita eficiência grânulos de amido cru. Comparada às α-amilases tradicionais, que liquefazem o amido, essa nova α-amilase de 4 domínios contém um domínio de ligação com o amido. A presença desse domínio de ligação com o amido permite que a enzima hidrolise amido a uma temperatura inferior à de gelatinização com eficiência. À temperatura de reação de 60 °C e em conjunto com uma glicoamilase de Aspergillus niger, foi possível liquefazer 99% do amido, obtendo um valor DX de 95%. Além disso, descrevemos como se pode transformar o atual processamento do xarope de milho com alto teor de frutose (HFCS, na sigla em inglês) em um processo de liquefação e sacarificação simultâneas a baixa temperatura usando essa nova α-amilase de 4 domínios em conjunto com uma glicoamilase. © 2006 Taylor & Francis.

 

Yang, J., Huang, X., Tian, B., Sun, H., Duan, J., Wu, W., Zhang, K.
"Characterization of an extracellular serine protease gene from the nematophagous fungus Lecanicillium psalliotae"
Biotechnology Letters, 27 (17), pp. 1329-1334. (2005)

Resumo
Clonou-se o gene que codifica uma serina protease degradadora de cutículas de três isolados de Lecanicillium psalliotae (sin. Verticillium psalliotae) pelo método conhecido como rápida amplificação de extremidades de cDNA (RACE, na sigla em inglês); neste caso, as extremidades 3′ e 5′. O gene codifica 382 aminoácidos, e a proteína compartilha motivos conservados com a subtilisina N e a peptidase S8. A comparação das sequências traduzidas do cDNA de três isolados revelou o polimorfismo de um aminoácido na posição 230. A sequência deduzida da protease apresentou alto grau de semelhança com proteases degradadoras de cutículas de outros fungos nematófagos. © Springer 2005.

 

Bermek, H., Yazici, H., Öztürk, H., Tamerler, C., Jung, H., Li, K., Brown, K.M., Ding, H., Xu, F."Purification and characterization of manganese peroxidase from wood degrading fungus Trichophyton rubrum LSK-27"
Enzyme and Microbial Technology, 35 (1), pp. 87-92. (2004)

Resumo
Purificou-se a manganês peroxidase (MnP) de um fungo degradador de madeira (Trichophyton rubrum LSK-27) até a homogeneidade por cromatografia por troca de ânions seguida de gel-filtração. Determinou-se que a massa molecular da enzima purificada era de cerca de42 kDa por meio da técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida contendo dodecil sulfato de sódio (SDS-PAGE, na sigla em inglês). A análise espectrofotométrica da enzima revelou um máximo de Soret a 407 nm, e dois picos visíveis a 502 e 644 nm, todos compatíveis com os espectros fotométricos de outras MnPs. A análise espectrométrica da massa da proteína digerida revelou uma homologia muito alta entre esta e uma peroxidase singular (um híbrido de MnP e lignina peroxidase) de Bjerkandera sp. B33/3. A MnP de Bjerkandera pôde oxidar álcool veratril, ao passo que a MnP da T. rubrum LSK-27, não. A MnP de T. rubrum LSK-27 apresentou pI de 8,2, o mais alto entre as MnPs relatadas até o momento. A enzima mostrou-se estável a temperaturas bastante altas e, em comparação a outras MnPs, esta MnP revelou-se mais estável na presença de altas concentrações de H2O2. © 2004 Elsevier Inc. Todos os direitos reservados.

 

Bertoldo, C., Armbrecht, M., Becker, F., Schäfer, T., Antranikian, G., Liebl, W.
"Cloning, sequencing, and characterization of thermoalkalistable type I pullulanase from Anaerobranca gottschalkii"
Applied and Environmental Microbiology, 70 (6), pp. 3407-3416. (2004)

Resumo
Identificou-se o gene que codifica uma pululanase tipo I da sequência do genoma da bactéria anaeróbica termoalcalifílica Anaerobranca gottschalkii. Além disso, isolou-se e sequenciou-se o gene homólogo de uma biblioteca de genes de Anaerobranca horikoshii. A sequência de aminoácidos das proteínas codificadas por esses dois genes mostrou 39% de identidade em relação à das pululanases das bactérias anaeróbicas termoalcalifílicas Fervidobacterium pennivorans eThermotoga maritima. O gene da pululanase deA. gottschalkii (que codifica 865 aminoácidos e tem massa molecular previsível de 98 kDa) foi clonado e expresso na cepa BL21(DE3) de Escherichia coli para que a proteína não tivesse o peptídeo sinalizador. A massa molecular da pululanase recombinante purificada (rPulAg), por sua vez, foi de96 kDa. A atividade hidrolítica do pululano mostrou-se ideal em pH 8,0 e a 70 °C, condições físico-químicas em que a meia-vida da rPulAg foi de 22 h. Com o uso de uma estratégia alternativa de expressão em E. coli Tuner(DE3)(pLysS), clonou-se o gene da pululanase de A. gottschalkii, inclusive a sequência codificadora de seu peptídeo sinalizador. Neste caso, a enzima recombinante purificada era uma forma truncada da 70-kDa (rPulAg′). A sequência N-terminal da rPulAg′ purificada encontrava-se 252 aminoácidos depois do sítio de início, o que indica a ocorrência de inicialização alternativa de tradução ou clivagem do domínio N-terminal de proteases por E. coli. Curiosamente, a maioria das propriedades físico-químicas da rPulAg′ mostrou-se idêntica às da rPulAg. Ambas as enzimas degradaram pululano por meio de um mecanismo endo, tendo na maltotriose seu produto final. Detectou-se também atividade hidrolítica com amilopectina, amido, β-dextrinas limite e glicogênio, mas não com amilose. A especificidade desse substrato é típica das pululanases tipo I. A rPulAg foi inibida por ciclodextrinas, enquanto o acréscimo de cátions mono ou bivalentes não demonstrou efeito estimulante. Além disso, a rPulAg′ permaneceu estável na presença de dodecil sulfato de sódio 0,5%, Tween 20% e Triton X-100 50%. A pululanase de A. gottschalkii é a primeira pululanase tipo I termoalcalizável já descrita.

 

M.L. Shinohara; M.Ihara; M.Abo; M.Hashida; S.Takagi; T.C.Beck.
"A novel thermostable branching enzyme from an extremely thermophilic bacterial species, Rhodothermus obamensis".
Appl Microbiol Biotechnology, 57, 653-659 (2001)

Resumo

Isolou-se o gene da enzima ramificadora (EC 2.4.1.18) de uma bactéria extremamente termofílica, a Rhodothermus obamensis. A proteína prevista codifica um polipeptídeo de 621 aminoácidos com peso molecular previsto de 72 kDa. A sequência de aminoácidos deduzida tem 42–50% de semelhança com relação a sequências conhecidas de enzimas ramificadoras produzidas por bactérias. Como as enzimas ramificadoras do Bacillus, a proteína prevista tem uma extensão N-terminal de aminoácidos menor que a da enzima ramificadora de E. coli.  A sequência de aminoácidos deduzida aparentemente não contém nenhuma sequência de sinalização, sugerindo que se trata de uma enzima intracelular.  A enzima ramificadora R. obamensis expressou-se tanto em E.coli quanto em um fungo filamentoso, Aspergillus oryzae.  A enzima apresentou atividade catalítica ótima em pH 6,0–6,5 e a 65 ºC.  A enzima estabilizou-se após 30 minutos a 80 °C e manteve 50% da atividade a 80 °C após 16 hourras.  A atividade ramificadora da enzima foi maior diante da amilose que da amilopectina.  Essa é a primeira enzima ramificadora termoestável isolada de um termófilo extremo.


F. Xu; E.J. Golightly; C.C. Fuglsang; P. Schneider P, K.R. Duke. L. Lam; S. Christensen; K.M. Brown; C.T. Jorgensen; S.H. Brown.
"A novel carbohydrate: acceptor oxidoreductase from Microdochium nivale".
Eur. J. Biochem., 268, 1136-1142 (2001)
 
Resumo

Uma oxirredutase aceptora de carboidratos de Microdochium nivale foi purificada, clonada, heterologamente expressa e caracterizada. O gene que codifica a proteína apresentou um íntron, e o quadro de leitura aberta (QLA) revelou uma sequência de baixa homologia (até 25% de identidade ou 65% de semelhança) com outras carboidrato oxidases que contêm flavina. A maturação da proteína exigiu a clivagem de um propeptídeo tetramérico, além de um peptídeo sinalizador de 18 aminoácidos. A enzima apresentou massa molecular relativa de 55.000 Da, ponto isoelétrico de 9 e um flavina-adenina dinucleótido (FAD) por proteína. Além disso, pôde oxidar monossacarídeos, oligossacarídeos e sacarídeos poliméricos e transferir seus elétrons para O-2 ou outros aceptores. Quando a D-glicose serviu de substrato doador de elétrons, observou-se atividade de 2 s(-1) em pH 5,5 e 23 °C. Entre diversos oligossacarídeos, a enzima preferiu dextrinas tetraméricas, indicando interação favorável de quatro unidades ligadas de glicose com a bolsa de substrato. A estrutura singular e a capacidade de oxidar oligossacarídeos e sacarídeos poliméricos sugerem uma perspectiva promissora desta enzima em diversas aplicações industriais/medicinais.
 
 
F. Xu; E.J. Golightly; P. Schneider; R.M. Berka; K.M. Brown; J.A. Johnstone; D.H. Baker; C.C. Fuglsang; S.H. Brown; A.V. Klotz. 
"Expression and characterization of a recombinant Fusarium spp. galactose oxidase."
Appl. Biochem. Biotechnol.  88, 23-32 (2000)

Resumo

A galactose oxidase de Fusarium spp. (Dactylium dendroides) expressou-se nos hospedeiros Aspergillus oryzae e Fusarium venenatum.  Sob o controle de uma α-amilase de A. niger ou de um promotor de tripsina de Fusarium, atingiu-se expressão de alto nível de galactose oxidase.  A oxidase recombinante expressa no hospedeiro A. oryzae foi purificada e caracterizada.  Por meio de eletroforese em gel de poliacrilamida com dodecil sulfato de sódio (SDS-PAGE, na sigla em inglês), determinou-se que a enzima purificada tinha peso molecular de 66 kDa e átomo de cobre de 0,4 mol por mol de proteína.  A estequiometria aumentou para 1,2 após a saturação em cobre.  Com base em ensaio acoplado da peroxidase, a preparação enzimática demonstrou atividade de 440 turnovers por segundo diante da D-galactose (0,1 M) em pH7 e a 20 °C.  A enzima teve temperatura ótima de 60 °C em pH 6,0 e ativação de energia livre de Gibbs de 33 kJ/mol.  Testou-se uma série de derivados de D-galactose para atuação como substrato redutor da oxidase.  A diferença na atividade foi interpretada pela estereoespecificidade da oxidase diante dos substituintes do substrato de piranose, principalmente nos sítios O de hemiacetais cíclicos e C5.  A oxidase recombinante pôde atuar sobre alguns polissacarídeos que contêm galactose, como goma guar, mas não pôde oxidar vários compostos redox comuns que não tinham um grupo funcional de álcool primário.

 

R.M. Berka; P. Schneider; E.J. Golightly; S.H. Brown; M. Madden, K.M. Brown, T. Halkier, K. Mondorf; F. Xu.
"Characterization of the gene encoding an extracellular laccase of Myceliophthora thermophila and analysis of the recombinant enzyme produced in Aspergillus oryzae."
Appl. Environ. Microbiol. 63, 3151-3157 (1997)

Resumo

Isolou-se um segmento de DNA genômico que codifica uma lacase extracelular do fungo termofílico Myceliophthora thermophila e determinou-se a sequência de nucleotídeos desse gene. A sequência de aminoácidos deduzida da lacase de M. thermophila (MtL) mostra homologia com lacases de fungos de gêneros diversos. Um vetor que contém a região de codificação da lacase de M. thermophila, sob controle transcripcional de um gene promotor e terminador da alfa-amilase de Aspergillus oryzae, foi criado para expressão heteróloga em A. oryzae. A lacase recombinante expressa em A. oryzae foi purificada até a homogeneidade eletroforética por cromatografia por troca de ânions. Dados da sequência amino-terminal sugerem que a MtL seja sintetizada como pré-proenzima. A massa molecular foi estimada em aproximadamente 100–140 kDa por gel-filtração em Sephacryl S-300 e em 85 kDa por eletroforese em gel de poliacrilamida contendo dodecil sulfato de sódio. A análise de carboidratos revelou que a MtL contém de 40 a 60% de glicosilação. A lacase mostra um espectro de absorvência típico de oxidases de sulfato de cobre, com máxima de 276 e 589 nm, e contém 3,9 átomos de cobre por subunidade. Com siringaldazina como substrato, a MtL tem atividade ótima em pH 6,5 e retém quase 100% de sua atividade quando incubada a 60 °C durante 20 minutos. Este é o primeiro relatório da clonagem e expressão heteróloga de uma lacase termoestável.